[Co5aijfsm] PIERO MANCINI algumas noticias...
Fernando Campos Costa
ferccosta em yahoo.com.br
Quarta Junho 29 20:28:24 BRT 2005
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Amigos, além de absurda a prisão do Piero é arbitrária
e
injusta. Estamos nos mobilizando pela sua libertação
imediata e pensando
na melhor maneira de mostrar a nossa solidariedade
neste momento tão difícil
para a Paola e filhos.
APELO POR PIERO MANCINI
Acabo de saber que Piero Mancini foi preso no Brasil e
que o Estado italiano pede sua extradição. Gostaria de
oferecer aqui um pequeno testemunho sobre esse meu
amigo e companheiro, figura luminosa nas lutas
operárias e estudantis que se seguiram ao maio de 68
na Itália.
Piero Mancini é um companheiro que organizou e
participou das lutas dos operários, estudantes e
desempregados ao longo de toda a década de 1970.
Estudante brilhante e sociólogo da Universidade de
Trento ao terminar sua graduação, organizou na
Federação Italiana dos Trabalhadores Metálúrgicos
(sindicato ligado à esquerda católica) um importante
grupo de militância e estudos. Participou, junto com
outros jovens intelectuais, como Giovanni Arrighi e
Romano Madera, da organização do movimento estudantil
em Milão.
No auge das lutas da década de 1968-79, Piero Mancini
optou pela autonomia de classe, com grupos que faziam
no interior da classe operária italiana o mesmo
trabalho que o PT realizou no Brasil. Piero participou
e apoiou os primeiros coletivos com feministas e
trabalhadores autônomos e as primeiras organizações do
“precariado” metropolitano. Quando começou a repressão
contra a autonomia no norte da Itália, Piero – então
um dos dirigentes dos movimentos milaneses,
extremamente crítico com relação às formas violentas
que alguns setores escolheram – deixou a Itália com
grande capacidade de antecipação e consciência crítica
das involuções possíveis no interior do próprio
movimento.
Posso testemunhar tudo isso. E o faço em nome da
grande amizade e estima por Piero Mancini. Embora
nosso diálogo depois de 1979 tenha sido esporádico,
sei que manteve a fidelidades aos ideais de renovação
que animaram sua juventude, além de grande lucidez na
interpretação da crise da cultura, da política e da
civilização italianas.
Sinto-me inconformado pelo fato de que esse homem
esclarecido e inocente possa ainda hoje ser perseguido
por uma justiça italiana cega, parcial e fratricida. E
justamente quando, ao contrário, o único problema que
permanece em aberto na Itália hoje é a anistia e o
reconhecimento da função cívica dos movimentos do anos
1970. E nesse exato momento um governo quase fascista,
feroz em suas opções anti-libertárias e vingativo,
pede ao Brasil a extradição para a Itália de um homem
libre, para aprisioná-lo.
Esperamos, pelo respeito que temos por nós mesmos e
pela parte da história italiana que vivemos, que essa
abjeta tentativa dos reacionários italianos – vulgares
defensores de uma pátria exaurida, dos responsáveis
pela morte de Moro, seja barrada e que Piero Mancini
seja libertado imediatamente. Sobretudo quando sabemos
que Piero, fiel e agudo intérprete da revolução
democrática ora em curso no Brasil, vê na chegada ao
poder do governo do PT e do presidente Lula a
realização de alguns dos ideais de sua juventude
militante. Sendo assim, como poderia um governo do PT
manter na prisão um homem que compartilha dessa mesma
paixão pela reconstrução democrática?
Saúdo cordialmente todos os amigos e companheiros
brasileiros, apelando para que se juntem a mim na
mobilização em favor de Piero Mancini.
Afetuosamente,
Toni Negri
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PF prende ex-guerrilheiro italiano no Rio de Janeiro
25/06/2005
Pietro Mancini
Rio de Janeiro - A Polícia Federal brasileira
prendeu no Rio de Janeiro, de acordo com pedido de
extradição do governo italiano, Pietro Mancini.
Ex-membro da organização Autonomia Operária, Mancini
foi condenado na Itália a mais de 20 anos de prisão
por vários crimes cometidos no anos setenta.
Mancini, 56 anos, refugiado no Brasil desde o final
dos anos 70, foi preso sob ordem emitida pela Corte de
Apelação de Milão. A prisão ocorreu na sua produtora
de vídeo no Rio de Janeiro exatamente 9 anos após a
proclamação da sua sentença definitiva, quando foi
condenado por assalto a mão armada, participação em
grupo subversivo e em grupo armado, e pelo homicídio
do vice-brigadeiro Antonio Custra em Milão.
Mancini faz parte do grupo de procurados pela
Justiça italiana no Brasil por diversos fatos
referentes aos anos de chumbo do terrorismo na Itália,
assim como Achille Lollo, Luciano Pessina e Pasquale
Valitutti. Achille Lollo teve sua extradição negada
pelo governo brasileiro em 1993.
No bairro carioca de Botafogo, Mancini possui uma
produtora de vídeo e de cinema para publicidade muito
conhecida no País. Ele se naturalizou no Brasil, onde
casou novamente com uma italiana e criou a sua filha,
hoje com 20 anos.
Em uma entrevista coletiva na sede da PF do Rio de
Janeiro, Mancini afirmou que nunca participou de ações
violentas. Também recordou seu passado de intelectual,
sociólogo e sindicalista metalúrgico. Logo após a
entrevista foi transferido para a penitenciária Ari
Franco, na periferia norte do Rio de Janeiro.
Nascido em Ascoli Piceno, região central da Itália,
em 1948, Mancini foi sindicalista antes de tornar-se
braço direito de Toni Negri, mentor intelectual das
Brigadas Vermelhas na Itália. No grupo Autonomia
Operária participou de vários seqüestros na região
entre Milão e Cremona. Na Itália, Mancini tem três
filhos do primeiro casamento.
A sua extradição pelas autoridades brasileiras, se
concedida, deverá ocorrer em um período de sete a oito
meses. E a sua possível transferência para a Itália
deve ocorrer, pois os crimes pelos quais está sendo
acusado foram cometidos antes do seu pedido de
cidadania. Outros casos similares, como o de Achille
Lollo, levaram o governo brasileiro a rejeitar o
pedido de extradição no passado.
Intelectuais da esquerda brasileira já requisitaram
um encontro com o ministro da Justiça, Marcio Thomas
Bastos, para pressionar contra a possível extradição
de Mancini. A sua prisão faz parte da nova ofensiva do
Ministério Público italiano nos confrontos com os
procurados no exterior ligados ao anos de
efervescência do terrorismo na Itália, iniciada em
janeiro com o caso de Achille Lollo. (Ansa)
(© estadao.com.br)
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CARP: “Continua a caça ás bruxas, preso no Rio Pietro
Mancini, ex-militante de Autonomia Operária”
O Comitê de Assistência aos Refugiados Políticos
(CARP) mais uma vez lamenta a atitude revanchista e
perseguidora das autoridades italianas, envolvidas em
uma inútil caça ás bruxas, esta vez contra a pessoa de
Pietro Mancini, preso hoje de manha pela polícia
federal brasileira a pedido da Interpol italiana
enquanto ele estava trabalhando no seu escritório de
produção audiovisual.
Sociólogo, nos anos entre 69-77 o mais jovem
dirigente da FLM (Federação Trabalhadores
Metalúrgicos) e colaborador da revista Rosso, junto a
outros intelectuais, como Toni Negri, Pietro Mancini é
naturalizado brasileiro, mora no Rio de Janeiro a mais
de 25 anos, é casado e tem uma filha de 24 anos.
O CARP convida a todos os democráticos e as
organizações dos direitos humanos a participar da
mobilização pela imediata libertação de Pietro
Mancini, e contra a sua extradição, como já aconteceu
vitoriosamente nos casos dos italianos Achille Lollo,
Pasquale Valitutti e Luciano Pesina.
O Supremo Tribunal Federal do Brasil já tem
demonstrado nos três casos acima mencionados o seu
sentido profundo de justiça e independência,
negando-se aos pedidos de extradição da Itália de
Berlusconi, um pais que ainda não conseguiu resolver
politicamente o seus problemas relacionados aos anos
setenta, com uma anistia, tal como aconteceu no Brasil
e em outros paises.
O CARP denuncia a tentativa do "realease" da
polícia italiana de apresentar o Pietro Mancini como
um "terrorista perigoso", procurando influenciar a
opinião publica brasileira.
A historia do Pietro Mancini não é diferente
daquelas de outras pessoas que no mundo inteiro nesses
últimos anos seguiram lutando publicamente pelo mesmo
sonho de mudar para melhor a sociedade.
A notícia divulgada péla Agência Brasil
De acordo com o delegado federal Wanderley Martins,
chefe da Interpol no Rio, Pietro Mancini está há 25
anos no Brasil, é naturalizado brasileiro e
proprietário de uma produtora cinematográfica. Nos
anos 70, era dirigente estadual do Sindicato dos
Metalúrgicos da cidade de Milão e teria se envolvido
com roubos, invasões de propriedades e quadrilhas
armadas.
O delegado confirmou que segundo a ordem de captura
internacional da Interpol italiana: "Mancini é acusado
de atividades políticas e terrorismo. Em 1998, foi
condenado (a revelia) a 37 anos de prisão e em
dezembro do ano passado a Interpol na Itália pediu à
polícia brasileira que o localizasse no Brasil. Os
agentes prenderam o italiano pela manhã na produtora
cinematográfica, no bairro de Botafogo, Zona Sul da
cidade».
Numa breve coletiva nas instalações da Polícia Federal
Pietro Mancini disse que é sociólogo e que nunca se
envolveu com terrorismo, apesar de ter assumido
participação em atividades consideradas subversivas e
violentas, como sindicalista e integrante do grupo
Autonomia Operária.
"Eu fui dirigente sindical na Itália por seis anos e
depois também participei de movimentos estudantis e
revolucionários nos anos 70, assim como muitos
dirigentes brasileiros, nesse momento até com grande
responsabilidade no país, fizeram exatamente da mesma
forma", disse.
Pietro Mancini aguardará no Presídio Ary Franco, na
Zona Oeste da cidade, o julgamento pelo Supremo
Tribunal Federal, que decidirá sobre o pedido de
extradição feito pelo governo da Itália.
A primeira covardia da TV GLOBO....
Por sua parte, a TV Globo para fazer uma boa manchete,
no melhor estilo sensacionalista, apresentava Pietro
Mancini como um “terrorista” em atividade, visto que
nem sequer no seu noticiário das 19 h. dizia que
Pietro Mancini foi condenado “à revelia” por fatos
acontecidos entre 1974 e 1977, isto é 32 anos atrás.
... depois para remediar entrevistou Alfredo Sirkis
Sem a mínima dúvida Alfredo Sirkis, do Partido Verde,
foi o mais claro a explicar a prisão de Pietro
Mancini. De fato, ao ser entrevistado pela TV Globo
no noticiário das 23 h. afirmou que esta prisão — bem
como as outras três realizadas no Brasil — é,
sobretudo, uma revanche histórica do partido
pós-fascista (Alleanza Nazionale) que integra a
coligação do governo Berlusconi e que praticamente
sustenta com seus ministros a caça aos ex-militantes
dos grupos da esquerda revolucionária italiana da
década de setenta exilados no mundo.
Sirkis foi explicito em dizer que “(...) os fascistas
italianos que integram o governo Berlusconi fizeram
dessa perseguição sua bandeira eleitoreira (...)”. Uma
forma para justificar o conceito de persecução e
enterrar definitivamente o Estado de Direito
substituindo-o com o Estado de Emergência, vigente
desde os anos de chumbo, isto é 1979 cuja legitimação
passa pela manutenção e a manipulação do conceito de
“perigo comunista interno”. Ontem no jornal La
Repubblica Berlusconi foi choramingar lembrando:
“(...) aos 12 anos os comunistas me bateram e me
tiraram o pincel por estar colando panfletos da DC
(...)”
A prisão de Pietro Mancini e o falhado seqüestro de
Alessio Casimirri em Costarica
O primeiro questionamento é o seguinte: se a Interpol
pediu em dezembro de 2004 de seguir e localizar Pietro
Mancini é porque os “antennas” do serviço secreto
italiano já deviam ter todas as informações sobre sua
vida aqui no Rio de Janeiro.
O problema é que para não cometer erros e não passar
acima da Polícia Federal, tiveram que seguir a praxi
pedindo a PF de fazer uma operação oficial de busca e
localização. Feitas as fáceis operações de localização
— visto que Mancini é um cidadão brasileiro
conhecido em todo o mundo da comunicação e do cinema
em função de sua atividade profissional no Rio de
Janeiro — a captura foi mantida em stand by e pedida
somente em junho com o objetivo de fazer o contraponto
no conflito entre o Ministro da Justiça — o super
conservador Castelli — e o Presidente da Republica
Ciampi.
De fato, em maio explodiu o conflito entre ministro e
presidente visto que o primeiro não quer conceder, por
nenhum motivo, a graça a Pietrostefani (um preso
político que está praticamente morrendo) e sobretudo
se nega de viabilizar o processo de graça para,
Adriano Sofri, que foi o líder da organização Lotta
Continua preso há 12 anos e que sempre negou sua
participação no assassinato do chefe da polícia de
Milão, Calabresi em 1972.
Considerado que o Presidente não se intimidou e
afirmou que pretende exercer seu poder de conceder a
graça aos presos considerados reabilitados, como é o
caso de Adriano Sofri, os “serviços” prepararam o show
para mostra a opinião publica que a direita está
firmes na “guerra ao terrorismo”. Na pratica isto
significou pedir a extradição ao Brasil mandando
prender Pietro Macini, enquanto na Costarica, Alessio
Casimirri — ex-militante das Brigadas Vermelhas —
devia ser seqüestrado por um “commando” e levado
clandestinamente com um avião especial para Itália,
uma vez que a vizinha Nicarágua, havia rejeitado o
pedido de extradição e, também, havia concedido a
nacionalidade.
Quem conta esta “aventura” é a edição de dia 21 do
Corriere della Sera (o principal diário italiano).
Porém o trágico desta notícia é que esta operação de
seqüestro foi considerada legitima e legal pelo
governo italiano e seus congêneres europeus. De fato
os “Servizi” já ensaiaram algo parecido no Egito,
quando compraram um setor da segurança de Argélia para
que este obrigasse um casal de ex-militantes das
Brigadas Vermelhas a sair de Argélia por “motivos de
segurança” e se exilar no vizinho Egito.
Na realidade, o casal foi preso ao descer do avião
pelos agentes secretos italianos juntamente aos da
polícia egípcia e logo deportado na Itália sem direito
a processo de extradição, conforme o direito
internacional manda.
O absurdo é que com o fracasso da operação na
Costarica, visto que Alessio Casimirri não chegou a
ser preso e a iminência da decisão do presidente
Ciampi conceder a graça a Adriano Sofri, foi acelerada
a captura de Pietro Mancini comunicando ao delegado
federal Wanderley Martins, chefe da Interpol no Rio
que se tratava de um “(...) perigoso terrorista das
Brigas Vermelhas, condenado a 35 anos de prisão (...)
. Na realidade as condenações, mesmo sendo de
diferentes crimes, não chegam a 18 anos.
Alguém, na América Latina, pode lembrar que quem
seqüestrava os ex-guerrilheiros no exterior eram o
pessoal dos serviços secretos de regimes ditatoriais
sul-americanos. Entretanto tratando-se da
hiper-desenvolvida Itália e do hiper-poderoso governo
Berlusconi dizer que os “Servizi Italiani” estariam
atuando tal como fazia a DINA do General Pinochet,
durante a famosa Operação Condor, é apenas uma
especulação de esquerdista!!!
As acusações e as Condenações
Certamente o advogado Técio Lins e Silva saberá
apresentar ao Tribunal Supremo uma leitura diferente
dos fatos que o Tribunal de Milão formulou no pedido
de extradição de Pietro Mancini. Mas, desde já se sabe
que suas condenações a revelia, são um produto do
acordo entre os Carabineiros (uma espécie de
super-polícia militar italiana) e os dois arrependidos
(que confessaram ser responsáveis do assassinato do
vice-brigadeiro da polícia Antonio Custra). Pois em
cambio da suspensão da condenação a 30 anos de prisão
eles acusaram Pietro Mancini de ser o mandante do
crime.
Porque ele e não outro?
É muito simples, em 1977 Pietro Mancini era um dos
principais jovens sindicalistas da Federação
Metalúrgicos (FLM) que liderava um amplo setor do
operariado italiano no triangulo do setor
petro-químico (Milão-Marghera-Padova) que, em função
das lutas nas fábricas, rejeitava os projetos de
reestruturação das multinacionais, bem como todos os
comportamentos pelegos. Por outro lado, Mancini era um
sindicalista intelectualizado (formado em sociologia),
o que quebrava a tradicional figura do dirigente
sindical que naquela época mal tinha o segundo grau.
Era portanto um “inimigo potencial” que os
Carabineiros e juizes do Anti-terrorismo consideraram
um “autêntico inimigo do Estado” quando Pietro Mancini
integrou-se na revista Rosso (Vermelho), cujo diretor
era Toni Negri, o professor marxista e gramsciano da
universidade de Padova, líder de Autonomia Operaria e
considerado o principal teórico da revolta juvenil e
operária de 1969 contra o estado burguês.
Portanto para atingir Toni Negri — que quando será
eleito deputado no Parlamento Europeu foi logo cassado
e condenado a 30 anos de prisão também com parecer do
PCI — para fechar a revista Rosso (considerada uma
publicação “insurgente”) e para criminalizar Autonomia
Operáia, o Tribunal de Milão condenou Pietro Mancini
enquanto liberou os verdadeiros responsáveis
protegidos pela Lei dos Arrependidos do Estado de
Emergência.
O Tribunal Superior Federal deve debater o pedido de
extradição contra Pietro Mancini “O Ultimo dos
Moicanos Italianos” somente em dezembro ou janeiro de
2006.
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Grupo Tortura Nunca Mais-RJ
Liberdade para Pietro Mancini
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ junta sua voz à de
centenas de outros militantes e entidades de direito
humanos que, no Brasil, se indignaram com a prisão
arbitrária do sociólogo italiano Pietro Mancini,
ocorrida em 22 de junho passado, solicitada pelo
governo italiano.
Pietro Mancini, companheiro do intelectual Toni Negri,
foi nos anos que se seguiram ao maio de 68 na Itália,
importante figura nas lutas operárias e estudantis.
Sociólogo pela Universidade de Trento optou pelo grupo
autonomista, participando dos primeiros coletivos
formados por feministas e trabalhadores autônomos.
Quando, nos anos 70, começou a forte repressão na
Itália, Mancini, à época um dos dirigentes do
movimento autonomista em Milão, deixou o País.
Há 25 anos Pietro vive no Rio de Janeiro,
naturalizou-se brasileiro, casou-se e tem uma filha de
24 anos.
O governo italiano até hoje não anistiou os militantes
dos movimentos sociais dos anos de 1970 naquele país,
caçando-os pelo mundo afora. Apresenta Pietro Mancini
como terrorista perigoso e pede ao governo brasileiro
sua extradição.
Somos contra tal tentativa e exigimos a imediata
libertação de Pietro Mancini.
Solicitamos que este alerta seja amplamente divulgado
e que cartas, e-mails, fax, mensagens sejam enviados
para as seguintes autoridades:
Exmo.Presidente da República do Brasil
Sr. Luís Inácio Lula da Silva
Palácio do Planalto, 3º andar
70150-900 – Brasília – DF
Fax: (61) 3411.2222
e-mail: pr em planalto.gov.br
Exmo.Ministro da Justiça
Dr. Márcio Thomas Bastos
Esplanada dos Ministérios, Bl. T, 4º andar
70064-900 – Brasília – DF
Fax: (61) 3224.4784
e-mail: www.mj.gov.br/faleconosco
Exmo.Ministro das Relações Exteriores
Embaixador Celso Luiz Nunes Amorim
Esplanada dos Ministérios – Palácio Itamarati -
Gabinete
70170-900 – Brasília - DF
Exmo.Secretário Nacional de Direitos Humanos
Sr. Nilmário Miranda
Esplanada dos Ministérios, Bl. T – Ed. Sede – sala 422
70064-900 – Brasília – DF
Fax: (61) 3226.7980
e-mail: nilmario.miranda em sedh.gov.br
Pela Vida, Pela Paz, Tortura Nunca Mais!
Rio de Janeiro, 28 de junho de 2005
Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
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