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<P class=texto><FONT size=1><FONT color=#666666><STRONG><SPAN class=chapeu>TV
digital</SPAN><BR></STRONG></FONT></FONT><STRONG><FONT size=2><FONT
color=#ff9933><SPAN class=titnews>Qualcomm apresenta chip com ISDB-T e DVB-H
integrados</SPAN><BR></FONT></FONT><FONT size=1><SPAN class=datas>04/10/2006,
16h24</SPAN><BR></FONT></STRONG>A Qualcomm anunciou o chip UBM (Universal
Broadcast Modem) que permite uma plataforma comum para os fabricantes de
telefones celulares oferecerem aparelhos tanto para a tecnologia DVB-H (padrão
europeu) quanto ISDB-T (padrão japonês, que é base do padrão brasileiro SBTVD).
Durante a Futurecom 2006, a Qualcomm está demonstrando a transmissão de TV
aberta (Rede Globo) para um celular de terceira geração no padrão ISDB-T. O
sinal é captado do ar por meio de transmissão analógica e recodificado para
digital a 308 kbps, transmitido em baixa potência, no canal 22 UHF, com um delay
de quatro segundos comparado ao que é assistido na TV fixa.<BR>O chip da
Qualcomm ainda não está, obviamente, adaptado às especificidades do padrão
brasileiro, que ainda está em fase de especificação.<BR>O presidente da
Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, avalia que é necessário a evolução das redes
para a terceira geração para a disseminação do vídeo no celular. "Hoje, no
Brasil, somente a Vivo, com a rede EVDO, teria capacidade de transmissão de TV",
explica Rodrigues. <BR>Segundo a Jupiter Research, até 2010 haverá 500 milhões
de consumidores de TV no celular mundialmente. Hoje, segundo o mesmo instituto
de pesquisa, para 25% dos assinantes médios de celular a TV é o recurso mais
atraente, principalmente para a transmissão de esportes. No Japão, onde a TV no
celular já é uma realidade, foram adquiridos 1,2 milhão de aparelhos com essa
funcionalidade entre dezembro de 2005 e agosto de 2006. "Cerca de 120 mil deles
desativaram o serviço de voz para usar o aparelho apenas como uma espécie de TV
portátil", diz Rodrigues.<BR>Depois da adoção do padrão de TV digital ISDB-T,
Rodrigues diz que será necessária a reserva de freqüências para que os
investidores possam montar redes dedicadas ao oferecimento da TV móvel paga. "Em
dois ou três anos, essas faixas podem não estar mais disponíveis", diz o
executivo. Na verdade, as faixas para TV móvel já estão nas mãos dos
broadcasters, já que o padrão permite a transmissão dos sinais digitais para
handsets dentro do mesmo canal de televisão. No entanto, esse modelo impede a
cobrança do conteúdo móvel.<BR>Segundo a Qualcomm, a transmissão de TV aberta
pelo celular não traz faturamento para a operadora. "Ela só ganha com os
chamados serviços auxiliares, como a possibilidade de gravar programas para ver
mais tarde, ou assinar por programas especiais, por exemplo", explica. Na visão
da Qualcomm, a primeira fase do serviço será dominada pela TV aberta móvel e
posteriormente investidores montariam redes para explorar serviços pagos, desde
que haja espectro para isso. A Qualcomm é dona de uma rede nos Estados Unidos, a
MediaFlo, que em parceria com a Verizon e Sprint, oferecerá um serviço comercial
de TV móvel paga, cujos testes começaram no ano passado. <SPAN
class=assinatura><FONT color=#804000 size=1>Ana Luiza Mahlmeister - TELA VIVA
News</FONT></SPAN></P></FONT></DIV></BODY></HTML>