[Inkscape Brasil] aos programadores

Aurélio A. Heckert aurium em gmail.com
Quarta Maio 7 16:53:48 BRT 2008


Augusto, não sei se vc vai concordar comigo, mas, apesar
de adorar edição de fotografia e de não suportar a perda
de detalhes com a vetorização, eu não acho que raster
seja um bom formato de trabalho para qualquer coisa
diferente de fotografia.

Com todo o valor que dou a um bom editor raster e
bons métodos de trabalho, creio fortemente que nada
criado ou criável com vetores deva ser guardado ou
criado em matriz de pixels.

(PS: eu entendi que vc só defendeu o raster para que
  ele não fosse desvalorizado por incautos, mas o que
  você me diz dessa visão?)

Hasta!
 Aurium

2008/5/6 Augusto Schwartz <augustoschwartz em gmail.com>:
>
> IMAGENS RASTER
> O raster, ou bitmap é uma forma diferente de definir uma imagem, e não
> necessariamente melhor ou pior do que a vetorial. É a comumente usada para
> fotografia, desenhos, etc. Nesse formato, a imagem tem altura e largura
> definidas, e se apresenta na forma de pequenos pontos (pixels) colocados
> lado a lado. Além disso, também podem ser usados algoritmos de compressão,
> para diminuir o tamanho do arquivo final. Alguns desses algoritmos modificam
> a imagem, outros interferem apenas na forma como o arquivo é armazenado no
> computador. As primeiras imagens usadas em computadores pessoais tinham
> apenas 1 bit de resolução de cores. Um bit é a menorpartícula de informação
> de um sistema de informática, e só tem dois valores: 1 ou 0. Na base do
> processamento, isso é definido pela presença ou não de corrente elétrica no
> circuito da máquina. No contexto da imagem, esse bit significa um ponto
> preto ou branco, apagado ou aceso, impresso ou não impresso. Cada pixel da
> imagem só tinha essas duas opções. No entanto, alguns programas permitiam o
> refinamento de criar padrões tonais usando hachuras, de forma semelhante às
> imagens de jornal antigas. Hoje em dia, essas imagens são coloridas, e podem
> reproduzir uma gama de cores que vai além da capacidade de percepção do olho
> humano. Assim como na televisão, o computador mostra as imagens usando o
> sistema de cores aditivas, ou seja, onde a soma de três cores básicas,
> vermelho, verde e azul, resulta na cor branca. É uma aproximação do sistema
> de cores encontrado na natureza, em forma da luz branca que pode ser
> decomposta em diversas cores diferentes. Em informática, esse sistema de
> cores é denominado RGB (red, green, blue). Alguns formatos de arquivos de
> imagem também permitem codificações em outros sistemas de cores, como por
> exemplo o CMYK, usado em impressão e que combina ciano, magenta, e amarelo
> para criar a cor preta. Há também o YUV, formato utilizado pelos
> equipamentos e arquivos de vídeo, que codifica a mesma informação do RGB mas
> de maneira diferente, lidando com sinais de crominância e luminância. Existe
> ainda o sistema HSB, que trabalha com matiz, saturação e brilho, mas esse
> sistema só é usado pelos softwares para encontrar determinadas cores. Não
> existem arquivos de imagem que gravem as informações de cor dessa maneira no
> arquivo. Quando a imagem é mostrada no monitor do computador, ela está sendo
> exibida no sistema RGB. Cada pixel (unidade mínima da imagem digital) contém
> um valor de vermelho, verde e azul, e juntos eles resultam na cor final.
> Geralmente cada um desses canais têm 256 graus de variação, a mesma
> quantidade das imagens em preto e branco. Esse número não é aleatório, mas
> definido pela expressão 2^8. Com o tempo, e o desenvolvimento da computação
> gráfica, a resolução de cores das imagens do computador evoluiu até o ponto
> onde hoje nos encontramos, com o padrão de 24 bits. Isso significa que, para
> cada pixel da imagem à cores, existem 3 informações de cor diferentes, e
> cada uma delas tem 8 bits de variações de tonalidade. É como se três imagens
> em preto e branco definissem uma quarta, colorida. Esse processo é
> semelhante ao que acontece na impressão gráfica, quando quatro imagens são
> impressas em magenta, ciano, amarelo e preto, uma sobre a outra, resultando
> em uma imagem final colorida. Em alguns casos, existem imagens de 32 bits.
> Isso não significa que as cores dessa imagem tenham mais informação do que
> as das imagens de 24 bits. A diferença de 8 bits fica por conta de um canal
> extra, mas que não interfere na cor da imagem. É o canal alfa, uma quarta
> camada de "cor" que contém informações sobre a transparência da imagem, com
> uma resolução de 8 bits (ou seja, cada pixel da imagem pode ir do opaco ao
> transparente, com 256 gradações).
>
>
> BMP (Bitmap – Microsoft)
> Dentre os formatos raster mais usados hoje em dia, o mais básico é o BMP, da
> Microsoft. Popularizado por sua utilização no sistema operacional Windows, o
> BMP nada mais é do que a essência da imagem raster: uma grade de pixels com
> informações completas sobre as cores contidas em cada um deles. Por isso,
> apesar de resultar em imagens bem definidas, os arquivos desse tipo costumam
> ser muito grandes, por nunca terem algum tipo de compressão incluída neles.
> Os arquivos BMP suportam paletas de 1 a 24 bits. Os sistemas Windows
> baseados no NT suportam BMP de 32 bits. Os arquivos de 4 e 8 bits podem ser
> comprimidos com um tipo de compressão chamado RLE, semelhante ao
> encontrado em arquivo TIF e PDF.


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