[Inkscape Brasil] Vou dizer pq eu sou contra a GPL
Alexandre Magno Brito de Medeiros
alexandre.mbm em gmail.com
Segunda Fevereiro 9 10:12:35 BRST 2009
2009/2/8 Aurélio A. Heckert <aurium em gmail.com>
>
> Outra coisa que sinto necessidade de comentar:
> Já ouviu falar de "Falácia"? Falácias são falhas de lógica,
> usadas como técnicas de discurso para impor sua posição
> em debates sem se importar com o tratamento justo das
> idéias. Note que temos dois problemas aqui: "falta de ética
> com o interlocutor" e "necessidade (inconsciente talvêz) de
> impor suas idéias". Defender idéias é muito bom, só assim
> temos chance real de evoluir mentalmente, mas é preciso
> debater adequadamente. O fato de vc ter caído em falácia
> não te torna um sacana... certamente foi sem querer.
> Mas se foi sem querer, melhor vc ter mais calma antes de
> se espor.
>
> De uma lida nisso:
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia
> Aí, antes de fazer uma declaração ou levantar uma questão,
> pergunte a si mesmo se não está incorrendo num erro de
> lógica. Não deixe que um momento de impulso leve outras
> pessoas a questionarem sua capacidade. Belez?
Eu quero acrescentar meus comentários nesse sentido.
Acontece também das pessoas argumentarem de uma maneira logicamente correta,
dos seus raciocínios serem válidos, mas concluirem coisas aparentemente
absurdas para os interlocutores. Vemos isso quando na construção da
argumentação são introduzidas valorações diferentes, ou até contrárias, nas
proposições, daquelas que o interlocutor assumiria como verdade. Penso que
isso tem haver com o que o Aurélio chamou de "se importar com o tratamento
justo das idéias".
Na várias linhas de pensamento, em ponderações, obviamente alguns valores
têm prioridade maior ou menor na conexão das idéias. É por isso que é
difícil o diálogo entre pessoas com visões totalmente diferentes. Por
exemplo, um pedófilo e um moralista podem argumentar sobre determinado
assunto (contrariadamente) de uma forma "logicamente válida", ambos. Só que
suas proposições, os valores que colocam na base de suas argumentações,
apostam em noções de "certo" e "errado" diferentes.
Realmente, "se importar com o tratamento justo das idéias" pode não é tão
simples quando se é necessário rever algumas apostas de "certo" e "errado"
que fazemos (ao pensar). Em diálogos entre pessoas com visões diferentes
sobre determinado assunto somente chega-se ao "meio" (ou próximo disso)
quando as partes se desprendem de pelo menos algumas de suas apostas antigas
de certo e errado; passam a considerar como certo algo que antes
consideravam como errado.
Acredito que na maioria das vezes nós (humanos em geral) começamos uma
diálogo ou uma exposição de idéias esperando que apenas a outra parte reveja
suas apostas de certo ou errado (ou valorações: a ordem de valores, as
coisas que são tidas como mais ou menos importantes, em um ordem) usadas
como bases de argumentação.
Alexandre Magno
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