[PSL-Brasil] Em defesa (?) do dual-boot
Ricardo L. A. Banffy
rbanffy em utopia.com.br
Sábado Junho 10 12:10:13 BRT 2006
Não estou criticando quem fez. Todos nós da lista lemos a portaria e
achamos ótima.
Requisitos mínimos" parece ser o caminho que os roedores encontraram.
Afinal, o micro com Windows tem tudo o que tem que ter e um extra, que é
o Windows, browser, e-mail e MSN. Agora está claro (como todos os
defeitos sempre ficam claros depois que alguém os encontra) que a
estratégia correta seria permitir a inserção do Windows junto com o OS
livre, desde que, no Windows (sem restrições quanto aos recursos do
equipamento, número de programas ou redes conectadas - o que
inviabilizaria a inclusão do XP Home *), também estejam instalados os 26
(eram 26?) programas exigidos pela portaria e que eles sejam usados por
default. Isso esvaziaria qualquer argumento da MS dizendo que "é
marmelada" e garantiria que qualquer que fosse o OS que a pessoa usasse
na hora do boot, os programas seriam os livres. Como um brinde, isso
"envenenaria" qualquer Windows que a MS colocasse para os propósitos
escusos dela.
* Frequentemente esquecemos que, além dos 3 programas, o Starter Edition
só deixa usar 800x600 e que o Home não é capaz de se autenticar em
domínios AD.
Alexandre Oliva wrote:
> On Jun 8, 2006, "Ricardo L. A. Banffy" <rbanffy em utopia.com.br> wrote:
>
>> E dar um tapa na mão de quem redigiu a medida por não ter imaginado
>> que a MS ia encontrar um jeito de weasel in o Windows nos micros...
>
> Por favor *leia* a portaria antes de criticar, sem ter a menor idéia
> do que está falando, quem a redigiu. Em particular este trecho:
>
> ANEXO II À PORTARIA MCT No 624, DE 4 DE OUTUBRO DE 2005.
>
> Especificação das características mínimas dos programas de computador
> (software) instalados.
>
> a) REQUISITOS MÍNIMOS PARA TODOS OS PROGRAMAS DE COMPUTADOR:
>
> [...]
>
> a.8) Software livre de código aberto com permissão de uso, estudo, alteração, e execução e distribuição;
>
> a.9) Os aplicativos não poderão ser versões de demonstração e nem possuir restrições de funcionalidades, artificialmente implantadas.
>
>> Eu entendo que uma empresa tente fazer tudo o que não é ilegal para
>> garantir os investimentos dos acionistas, mas eles forçam bastante a
>> barra.
>
> A ponto de até fazer o que é estritamente proibido, pra ver se cola...
>
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