[PSL-Brasil] Fwd: Para divulgar: TV Digital - governo próximo de erro histórico
Thiago Santos de Amorim
santosamorim em gmail.com
Quinta Junho 29 16:24:08 BRT 2006
Escolha do padrão japonês pode custar mais para consumidor Publicidade
*HUMBERTO MEDINA*
da *Folha de S.Paulo*, em Brasília
A escolha do governo brasileiro pelo padrão japonês (ISDB) de TV digital
poderá significar um custo maior para os telespectadores. De acordo com
relatório encomendado pelo próprio governo ao CPqD (Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento em Telecomunicações), os conversores (aparelhos que serão
usados para que aparelhos analógicos recebam sinais digitais) terão preço de
venda maior em caso de escolha do padrão japonês.
Baseado em um custo médio de R$ 400 para o conversor, o CPqD estimou que a
transição para a TV digital custará aproximadamente R$ 14 bilhões aos
consumidores, em um prazo de 15 anos.
Os conversores feitos para funcionar com o modelo japonês de TV digital
custariam, segundo o CPqD, entre R$ 276 e R$ 761, de acordo com a
complexidade (com ou sem interatividade, com ou sem canal de retorno, por
exemplo). Os conversores mais baratos seriam os fabricados em caso de
escolha do padrão europeu (DVB): entre R$ 233 e R$ 662. Favorável ao modelo
japonês, o ministro Hélio Costa (Comunicações) criticou o relatório,
contestou os números e não o divulgou, conforme havia prometido.
De acordo com o estudo, influencia no preço o fator escala: o padrão europeu
é usado em 57 países, e o japonês, só no Japão. Segundo o CPqD, a escolha do
governo deveria levar em conta "as perspectivas de mercado, para gerar maior
fator de escala de produção, o que influencia diretamente no investimento
necessário no setor produtivo e no preço final ao consumidor".
Ainda de acordo com o relatório, o fator preço do conversor é fundamental:
"quanto menor o preço, melhores os resultados em termos de adesão da
população, de níveis de produção e de balança comercial".
Do ponto de vista técnico, a escolha do padrão japonês se encaixa nos
critérios que o governo havia estipulado: possibilidade de transmissão em
alta definição, mobilidade (conteúdo pode ser transmitido para uma televisão
instalada em um ônibus em movimento, por exemplo) e portabilidade (imagem
pode ser captada por aparelhos menores, como celulares). Nos estudos
técnicos, de acordo com o governo, o padrão japonês é o que se mostrou mais
robusto considerando essas características.
*Modelo de negócio*
A escolha do governo põe fim a uma batalha de bastidores que envolveu
ministros de Estado de países estrangeiros, multinacionais fabricantes de
equipamentos, operadoras de telecomunicações e redes de TV. Outra etapa da
guerra, no entanto, irá continuar quando o governo for regulamentar o
chamado "modelo de negócios": nessa fase, poderá ser definido quem poderá
participar da nova televisão e se haverá ou não mais competição no setor. O
Congresso Nacional, que inicialmente pensou em participar da escolha do
padrão, já voltou suas atenções para o "modelo de negócios".
fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u105770.shtml
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Thiago Santos de Amorim
+55 (63) 9911-9744
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