[PSL-Brasil] Lula assina acordo com japoneses para a TV digital

Fabianne Balvedi balvedi em gmail.com
Sexta Junho 30 15:43:33 BRT 2006


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From: Alexandre Freire <freire em gmail.com>
Date: Jun 29, 2006 11:12 AM
To: articuladores em arca.ime.usp.br

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Sob críticas, Lula assina acordo com japoneses para a TV digital * *Para
europeus e americanos, governo cedeu ao interesse dos radiodifusores*

*ELVIRA LOBATO*
 ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

A escolha do padrão tecnológico japonês, oficializado por decreto do
presidente Lula, a ser divulgado hoje, encerra uma discussão que já dura
mais de dez anos. Europeus e norte-americanos, que concorreram com os
japoneses, reclamam de que o governo rendeu-se ao interesse dos
radiodifusores, defensores do padrão japonês.
O ministro das Comunicações japonês, Heizo Takenaka, veio ao Brasil assinar
o acordo de cooperação entre os dois países. O decreto de Lula prevê sete
anos para implantação do sistema digital em todo o país e dez anos para
concluir a migração do sistema atual, analógico, para o digital.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, diz que a implantação dos sistemas
de transmissão e de retransmissão exigirá investimentos da ordem de R$ 10
bilhões. Os japoneses ofereceram financiamento às emissoras de televisão.
A assinatura do acordo se dá sob críticas dos representantes dos dois
sistemas concorrentes: o europeu (conhecido pela sigla DVB) e o
norte-americano, chamado ATSC. O representante do ATSC no Brasil, Sávio
Pinheiro, diz que o governo fechou com os japoneses sem obter as
contrapartidas de investimentos que tinha anunciado como prioridade.
O governo queria condicionar a escolha do sistema digital a um compromisso
dos fornecedores de instalação de uma fábrica de semicondutores no país.
"Fizeram um cavalo de batalha em torno da implantação da fábrica de
semicondutores no Brasil, e depois deixaram de falar no assunto", diz
Pinheiro.
Para os fabricantes europeus, o Brasil optou pelo sistema mais caro, uma vez
que o padrão japonês só é adotado no Japão, enquanto o norte-americano foi
adotado nos Estados Unidos, no Canadá, no México e na Coréia do Sul, e o
europeu, em 99 países. O custo dos produtos, afirmam, será influenciado pela
escala de produção.

*Compromissos*
Os europeus também alegam que fizeram proposta mais concreta de implantação
de uma fábrica de semicondutores do que os japoneses e que foram os únicos a
se comprometer com a criação de empregos (23 mil) e com o compromisso de
exportação (US$ 26 bilhões) num horizonte de dez anos.
Já o representante do ATSC diz que a escolha da tecnologia abriria para o
Brasil a oportunidade de exportar televisores digitais para os EUA, que
compram 30 milhões de televisores por ano e não fabricam internamente o
produto.
Costa rebateu tanto as críticas dos europeus como as dos norte-americanos.
Disse que nada garante que o Brasil exportaria televisores digitais para os
Estados Unidos.
"Até produzirmos os televisores de plasma em escala para exportação, a China
terá ocupado todo o mercado. Dificilmente poderemos produzir mais barato do
que os chineses, e os Estados Unidos compram onde for mais barato."



da folha


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Fabianne Balvedi
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