[PSL-DF] Felicidade Nacional Bruta
Ada Lemos
adalemos em gmail.com
Sábado Janeiro 21 11:41:35 BRST 2006
Nào costumo postar nada das listas q nào tenha a ver com elas direto,
entrementes ao ler hoje a coluna de Clovis Rossi da Folha, me vi
compelida em postá-la, afinat a gente trabalha e luta muito em prol da
inclusào digital, das inclusòes como um todo, muito a favor da
inclusào com felicidades, é claro, uma big decorrência.
Abs,
Ada
CLÓVIS ROSSI
Felicidade Nacional Bruta
LISBOA - Se você é daqueles que acham que dinheiro não traz felicidade
e, por isso mesmo, sente-se um solitário boboca neste mundo
materialista, anime-se: vem aí uma nova maneira de medir a riqueza das
nações e de seus habitantes.
Chama-se "Normas para Indicadores Nacionais de Bem-Estar e Mal-Estar
Subjetivos". Foi concebido pelo psicólogo Edward Diener, da
Universidade de Illinois, e divulgado em artigo de autoria de Andrew
Oswald (Universidade Warwick) publicado quarta-feira pelo jornal
britânico "Financial Times". O título é eloqüente: "Os hippies estavam
certos a respeito da felicidade".
A lógica da história, segundo Oswald, é a seguinte: por muito que
certos países tenham ficado riquíssimos, seus habitantes não são hoje
mais felizes do que eram seus pais ou avós. É o caso do Reino Unido:
está vivendo o mais longo período de crescimento econômico desde 1701
(sim, 1701), mas "pesquisas aleatórias com cidadãos britânicos relatam
o mesmo grau de bem-estar psicológico e satisfação com suas vidas que
tinham seus pais e avós (mais pobres)".
Pior ainda é nos Estados Unidos: "Embora o nível real de renda tenha
se multiplicado por seis, a taxa de suicídios per capita é a mesma do
ano 1900".
O autor do artigo deixa claro que nenhum dos pontos que levanta está
imune a contra-argumentos. Mas sua teoria é instigante, ainda mais ao
desafiar a sabedoria convencional que condiciona felicidade (pessoal,
política e eleitoral, acrescento) ao crescimento econômico.
Um dos argumentos a desafiar a sabedoria convencional: pesquisas
mostram que a prosperidade do vizinho incomoda. "É a renda relativa
que conta: quando todo mundo em uma sociedade fica mais rico, a média
de bem-estar permanece a mesma", escreve Oswald.
Ou, posto de outra forma, a FIB (Felicidade Interna Bruta) não
acompanha necessariamente o PIB (Produto Interno Bruto).
@ - crossi em uol.com.br
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